Todos os pacientes com Covid internados em UTIs do Hospital Regional de Sinop (MT) nos últimos 3 meses morreram, diz estudo.

Por Kethlyn Moraes, G1 MT

Um relatório sobre a taxa de mortalidade em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Sinop, no norte do estado, aponta que, desde outubro, todos os pacientes com Covid-19 internados na unidade morreram. De acordo com os dados, desde o início da pandemia a mortalidade no Regional de Sinop é excessivamente alta, se comparada com a dos outros outros hospitais do estado. O levantamento é do Observatório Social de Mato Grosso.

Ainda segundo o documento, o observatório recebeu diversas denúncias feitas por médicos e servidores das UTIs sobre falha nas condições de trabalho, incluindo falta de equipamentos básicos para o enfrentamento à pandemia.

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT) negou que todos os pacientes hospitalizados na UTI Covid do Hospital Regional de Sinop vieram a óbito nos últimos três meses.

“A SES criou uma comissão composta por profissionais habilitados na área, como médicos e técnicos em saúde, para apurar detalhadamente cada prontuário dos pacientes que foram hospitalizados na UTI Covid-19 do Hospital Regional de Sinop”, diz.

O Observatório Social já vinha acompanhando os contratos de gerenciamento de UTI firmados pelo governo estadual há mais de um ano, o que permitiu uma melhor análise.

As falhas no gerenciamento das UTIs vem acontecendo desde 2019 e se intensificou com a pandemia. Os dados analisados foram obtidos diretamente com o estado e cruzados com informações do Ministério da Saúde. A íntegra desta matéria você pode ler neste link: https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/noticia/2021/01/14/todos-os-pacientes-com-covid-internados-em-utis-do-hospital-regional-de-sinop-mt-nos-ultimos-3-meses-morreram-diz-estudo.ghtml

Confira o Relatório a seguir:

ANÁLISE DADOS UTI - SINOP janeiro 2021 assinado

Baixe a tabela utilizada para o estudo:

Anexo 1 – Tabela de Hospitalização e taxa de hospitalização por munícipio de residência